2013-11-14

Quem São e o Que Pensam os "Nossos" Juízes e Procuradores.

O Que Revelam as Opções Políticas (Filosóficas e Socias) Dos "Nossos" Juízes e Procuradores



Como toda a gente saberá, certamente, por aqui, esta foto documento uma das lesões que me resultaram duma torpe, infame, agressão policial, ocorrida num elevador do edifício dos Tribunais Criminais do "Campus da (in)Justiça". A agressão aconteceu no dia que antecedeu a inauguração oficial daquele antro de perfídia. Eu tenho 64 anos e estava presa; são duas agravantes... A agressão, como é óbvio, tinha Garantia prévia de impunidade; e ficou impune... até hoje, enquanto que eu continuo a ser perseguida: o Ministério Público INVENTA processos contra mim, do nada.
Toda a perseguição que me tem sido movida se prende com o desenrolar do processo Casa Pia. Para uma e outra coisa (o Processo Casa Pia e esta perseguição de que sou alvo) faltam, na sociedade e nas análises que se fazem por aí, respostas coerentes e objectivas que "expliquem" como é possível a concretização de actos tão torpes...


A descrição dos dados da análise do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que se reproduz aqui em baixo foi obtida, "copy/paste", do artigo do semanário "Expresso" cujo link veio associado e se encontra no fim da transcrição.

Vejamos então o que revelam estes dados:

Em termos de Opções Políticas, (35,4 + 23 + 0,9=) 59,3% dos juízes dizem ser do "Centro", do "Centro-direirta" ou da "extrema-direita"...

Na sociedade (tomando por base os mais recentes resultados eleitorais) temos:

- 8,7% PSD
- 4,0% PSD/CDS
- 1,6% CDS
Total 14,3%...

Enfim, sejamos "generosos" e somemos mais 5 pontos percentuais (para as possíveis "distorções" decorrentes das inexactidões dos cadernos eleitorais e para a extrema-direita que não aparece nos resultados consultados). O resultado seria: 19,3% para os "centros" e a direita

Reparem bem na distância (e no tipo de distância) existente entre as opiniões dos cidadãos e as dos "nossos" magistrados:
Entre os magistrados judiciais as opções mais à direita chegam quase aos 60%; enquanto que, entre a população, essas opções chegam quase aos... 20%

Entre os magistrados do Ministério Público a situação é semelhante, para pior; as opções especificadas somam (33,2 + 19,7 + 6,7 + 0,8=) 60,4%... mas 6,7% dos procuradores assumem-se "de direita". Os juízes são mais discretos ou mais hipócritas?

Portanto, tudo o que esta gente diz sobre "agilizar" a justiça; sobre a "independência" (ninguém consegue ser independente das suas próprias concepções políticas, filosóficas e sociais), etc. tem de ser entendido na óptica da "reaccionarice" próprias das suas opções política e das suas actuações. Não tenham ilusões nem esperem mudanças para melhor.

Se os critérios de selecção e colocação destes "profissionais" não estivessem "inquinados" pelos compadrios, tráfico de influências, favorecimentos e afins (pela formação também?), o que seria de esperar era que as suas opções políticas fossem semelhantes às da sociedade...

Porém, estas constatações nem surpreendem. A situação resulta do facto de a "revolução" de Abril ter parado às portas dos tribunais, das repartições públicas, etc. deixando os mesmos reaccionários do "antigamente" nos mesmos cargos... donde estes e os seus "capangas" trataram de se apropriar de tudo... seleccionando os seus "semelhantes" para acesso aos cargos que controlam, como forma de se "reproduzirem" e de garantirem o êxito das suas concepções políticas. Depois vieram os retornados completar (e agravar) a situação... 
Estes factos (cujas consequências estamos a penar agora) dizem muito, também, da falta de "qualidade" dos políticos, INCLUINDO os que "se chegaram à frente" logo após o 25 de Abril. São todos iguais! Esse é o nosso verdadeiro drama.

Nós iremos relacionar aqui, brevemente, (espero) um conjunto de situações reais que comprovam que as nossas instituições NÃO cumprem as leis, nem a constituição, nem nada; cada um faz o que quer e nem adianta reclamar; só serve para perder tempo.

Mas, no que concerne à magistratura, a questão, actualmente, é muito mais grave:
Temos vindo a assistir, ao longo das últimas décadas, ao recrudescer da apropriação de "competências" e de poder, sem limite e sem controlo externo, por parte da magistratura, que assim se furta (com a cumplicidade criminosa dos políticos) a qualquer controlo democrático. O "poder" dos juízes vem directamente de Deus (ou de algum diabo, como veremos aqui)... como convém às suas concepções reaccionárias. Qual democracia qual o quê? A "democracia" (se alguma existisse) fica à porta do Tribunal; lá dentro reina a tirania própria da governação da "direita".

A situação dentro das repartições públicas é semelhante. De tal maneira que, actualmente, ninguém cumpre as leis; nem sequer os do sector da justiça incluindo os Tribunais. O controlo dos sectores mais reaccionários da sociedade sobre as nossas instituições é total. E é isso mesmo (e só isso) que explica o "êxito" daquela conspiração monstruosa que foi e é o "Processo Casa Pia".

Os actos de banditismo da justiça (de cujos um deles está documentado na foto acima) vêm de longa data e têm vitimado uma grande quantidade de cidadãos; e, tal como se vê no Processo Casa Pia (e também no meu caso) a justiça portuguesa não sabe, não pode (é contra os conceitos reaccionários dos seus agentes), nem quer corrigir os seus erros... porque não se trata de erros mas de actos criminosos propositados e com objectivos definidos...

O Processo Casa Pia (eu disse-o desde o início) cumpriu vários objectivos todos eles conspirativos e reaccionários (vamos apenas referir alguns, os mais importantes e ignorados, porque outros já têm sido referidos por aí):
1 - Por um lado (é óbvio e toda a gente o reconhece), pretendeu minar as bases do PS (o partido mais votado), sendo que esse objectivo (e vários outros que referiremos) já vinha sendo preparado desde o século passado pelo SIS (outro antro de conspiradores e reaccionários). Se não vejamos: 

.../.../...
"Uma brigada da PJ, chefiada por Ana Paula, descobre criminalidade pedófila, no Parque Eduardo VII e nos Jerónimos, com envolvimento, preponderante, de alunos da Casa Pia, de várias idades. A actual coordenadora de investigação criminal, Rosa Mota, tentou parar a investigação, dizendo, a Ana Paula, que era uma questão “muito perigosa”. Esta, no entanto, continuou; e organizou um ficheiro dos miúdos. Repare-se que, neste ano, já Pedro Strecht “acompanhava” os alunos da Casa Pia. Os miúdos mostraram casas no Restelo, Cascais e Coruche. Um deputado europeu foi apanhado em flagrante (Eurico de Melo - PSD). Ana Paula recebeu “ordens” para “esquecer o sujeito”. Não obedeceu totalmente e, como consequência, os elementos que trabalhavam com ela foram perseguidos, acabando por pedir transferência. Mesmo assim, Ana Paula ainda descobriu muito, de muitas figuras, e também filmes domésticos. Foi afastada da Brigada e “posta na prateleira”. 
Quatro ou cinco anos mais tarde, (na viragem do século, portanto) foi “apertada” pelo Dr. Rui Pereira, Director do SIS, e pelo chefe Basílio, também do SIS, que queriam “informações” sobre o caso dos miúdos. Basílio queria elaborar um dossier que estabelecesse a ligação entre políticos do PS, figuras ligadas a esse partido, e a homossexualidade. Ele, e colaboradores, andaram a entrevistar miúdos e adolescentes, nas zonas de prostituição masculina e nas cadeias."
.../.../...

Isto que se transcreve acima foi extraído deste documento: "A denúncias do Muito Mentiroso".

Conclui-se que o "Processo Casa Pia" materializa uma conspiração, com várias vertentes, que vinha sendo preparada desde há muito. NADA, no "Processo Casa Pia", aconteceu por acaso...

Como se pode ver, quanto ao deputado europeu (Eurico de Melo - PSD) a questão era "muito perigosa"... e chegaram a ser invocados, pelo SIS, "razões de Estado" e "segredo de Estado" para proteger este e outros sujeitos doutros partidos (e da magistratura também) que não fossem do PS (como no caso do atelier de Lagoa Henriques)... mas, o mesmo SIS queria "elaborar um dossier" para tramar o PS, ainda no século passado.

A desmoralização do PS, como forma de reduzir a sua expressão eleitoral e permitir "a tomada do poder" pelos da direita foi apenas uma das vertentes da conspiração (que até contou com apoios dentro do próprio PS - porque Sócrates tinha sido um dos "eleitos" para as reuniões do Bilderberg?).

2 - Por outro lado
Documentos internacionais, publicados online, sobre a estratégia dos neo-cons para dominarem o Mundo, "oferecem" outras explicações que "justificam" o envolvimento de Carlos Cruz (e as perseguições a Isaltino, por exemplo). Segundo essas denúncias, o grupo Bilderberg (cujo representante máximo conhecido, em Portugal, é Pinto Balsemão) usa as mesmas estratégias dos neo-cons que são coerentes com os objectivos conspirativos perceptíveis, do Processo Casa Pia.

Este tipo de conspirações é mesmo assim. Garante-se o êxito através de conluios. Depois de iniciado o Processo, cada grupo mafioso "tirou a sua casquinha", como convém. É por isso que se faz referência, frequentemente, nos raros textos que abordam o Processo deste ponto de vista, aos interesses ou objectivos deste ou daquele grupo ou personalidade. É caso para dizer que, nesses textos, se "vê a árvore mas não a floresta". 

O certo é que esse objectivo mais vasto (de desmoralização da sociedade através da aniquilação das pessoas que tenham prestígio) permanece inalterável e tem tido êxito total como o demonstra a nossa tenebrosa situação actual e a incapacidade da sociedade para reagir.

3 - Mas vamos à "parte de leão" dos objectivos desta conspiração: O Processo Casa Pia:

A magistratura, por um lado, e a comunicação social, por outro, ficaram com "a parte de leão" dos resultados pérfidos da conspiração, sem que isso belisque, bem pelo contrário, os objectivos e interesses já descritos. Aliás, é nesse ambiente de ausência de lei e de segurança, de arbítrio, de poder absoluto, de controlo mental das pessoas através da intoxicação da propaganda (nazi), que se concretizam plenamente os objectivos da conspiração mais vasta, enunciada.

Quanto à magistratura, depois do "Processo Casa Pia", onde cometeu toda a espécie de actos de banditismo, impunemente e às claras, instalou-se definitivamente o arbítrio, a prepotência, o compadrio, o tráfico de influências, a troca de favores entre todos os "eleitos" sejam eles de que quadrante forem (político, empresarial, máfias  vulgarmente designadas "sociedades secretas", etc.), tudo sem limites... tal como o próprio processo casa pia.

Portanto, os senhores magistrados "consolidaram" um poder absoluto e discricionário sobre a sociedade, que está acima do poder político, "governando" em nome de forças políticas (das suas convicções) que nunca chegariam nem chegarão ao poder através do voto... a isto chama-se: conspiração.


Entretanto, os políticos são achincalhados na praça pública como forma de manter um poder "eleito" frágil e nas mãos de falhados* que podem "ser lançados ao lixo" a qualquer momento sem que alguém levante um dedo para os defender.


* Nota: 
Passos Coelho é um ex(?)-toxicodependente com um historial arrepiante em termos de violência doméstica; Cavaco Silva tem alzheimer (diagnosticado há cerca de 11 anos, segundo fonte fidedigna) e é "protagonista" nos escândalos que todos conhecem, nomeadamente o do BPN.

As "vantagens" conseguidas pela magistratura vão ser "sol de pouca dura". A cretinice é a característica dominante de todos os reaccionários. Os magistrados também irão ser arrastados na voragem dos interesses que agora ajudam a consolidar na sociedade através das suas patifarias. Já aconteceu a outros e estes, os magistrados, também já começam a pagar o preço... mas ainda é apenas o começo.

Entretanto, não adianta o cidadão que seja lixado reclamar, recorrer, nada; como se vê no Processo Casa Pia. A ignomínia é quem mais ordena nos nossos tribunais e outros departamentos da justiça, favorecendo os amigos "criminosos" e perseguindo as pessoas de bem. Tudo às claras, como convém e como decorre do processo Casa Pia... e doutros processos igualmente perversos que mandaram inocentes para a cadeia, que continuam presos apesar de "toda a gente" saber que estão inocentes .

Quanto à comunicação social, o Processo Casa Pia serviu para testar o que de infame é possível fazer na nossa sociedade, às claras, à vista de todos, contando com o controlo mental das pessoas conseguido através da comunicação social e da intoxicação com as notícias inventadas e falsas... e as falsas "violações do segredo de justiça"...

Também estes (da comunicação social), coitados, só serão importantes" e "poderosos" enquanto forem "lacaios dóceis"... e enquanto forem úteis e necessários; situação que não vai durar para sempre...

A crise, na sua voragem, arrastará tudo e todos. Para eles é bem feito porque são os principais culpados da crise (a começar pela de valores que é o que gera todos os outros problemas)... O Pior é que, antes deles terem o que merecem, muita gente vai sofrer horrores, incluindo crianças...

Os "investigadores" já foram para o lixo... os outros irão a seguir, cada um a seu tempo. Ainda hão-de precisar de nós...


A seguir a transcrição da análise (estudo) referida acima:

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Mais de metade (57,8 por cento) dos magistrados inquiridos numa análise do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra, defende ser necessário agilizar a administração da justiça e simplificar os procedimentos.
O estudo, subordinado ao tema "Quem são os nossos magistrados?" e ao qual responderam 574 magistrados (judiciais e do Ministério Público) e que será hoje apresentado, revela que a segunda prioridade indicada (9,7%) para a reforma do sistema é a reorganização do mapa judiciário.
"Dotar os órgãos de justiça de meios de registo, transmissão e processamento de dados" surge em terceiro lugar nas reformas pretendidas, com 8,7% das respostas, seguido da opção "melhorar a remuneração dos profissionais na área da justiça", com 6,4%.
Os inquiridos consideram igualmente importante aumentar o número de magistrados do Ministério Público e de juízes de primeira instância.
(...)

Sobre a evolução que se sentiu nos últimos dez anos, 32,6% dos inquiridos consideram que, relativamente à independência no exercício profissional, a situação "tem piorado", enquanto 8,8% dizem que "tem melhorado" e mais de metade (51,2%) acha que "tem permanecido igual".

Ordenado e prestígio têm "piorado muito"


Relativamente à remuneração, 61,1 por cento garantem que "tem piorado muito" e 33 por cento que "tem piorado". Apenas 3,6 por cento das respostas referem que "tem permanecido igual".
Relativamente ao "prestígio na sociedade" da profissão, 52,5 por cento entendem que "tem piorado muito" e 42,5 por cento que "tem piorado", enquanto 4,8% dizem que "tem permanecido igual".
Uma larga percentagem (59,3 por cento) dos magistrados concorda que a actividade "gera stress profissional" e 42 por cento acham que "o volume de trabalho é excessivo".
Um total de 38,6 por cento admite que "tem, por vezes, uma relação emocional com os casos que deve decidir" e 53,3 por cento declaram-se "motivados no exercício da profissão".
Questionados sobre a sua orientação política, 35,4 por cento dos juízes declararam ser do "centro" e 23 por cento do "centro-direita", enquanto 23,9 dizem ser do "centro-esquerda" e 10,6 de "esquerda". De extrema-direita surge uma percentagem de 0,9 por cento.
O "centro" também preenche a maior fatia da orientação política dos magistrados do Ministério Público, com 33,2% das respostas, seguido do "centro-esquerda", com 26,1 por cento, e do "centro-direita", com 19,7 por cento. A "direita" obtém 6,7 por cento das respostas e a extrema-esquerda 3,4 por cento. A extrema direita não ultrapassa os 0,8 por cento.
A amostra do estudo é composta por 574 respostas, das quais 343 foram dadas por magistrados do MP, 151 por juízes e 80 por "desconhecidos".
O estudo, da autoria de António Casimiro Ferreira (coordenador), João Paulo Dia, Conceição Gomes, Madalena Duarte, Paula Fernando e Alfredo Campos, é hoje apresentado no seminário "Quem são os nossos magistrados? Caracterização profissional dos juízes e magistrados do Ministério Público em Portugal", em Lisboa.

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Ler mais: http://expresso.sapo.pt/maioria-dos-magistrados-descontente-com-salarios=f831416#ixzz2kdkQlx7A



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APELO!
Participação Cívica e Direitos Fundamentais:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
--- Assine a petição AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
(Nota: Alguns dos sites "linkados" começaram por boicotar a petição impedindo as pessoas de assinar e, mais recentemente, suprimiram a página com as assinaturas. Apenas "Gopetition" se mantém acessível sempre)
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-- Denúncia de Agressão Policial
--- Com actualizações AQUI e AQUI
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-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
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2013-11-02

Um Documento Que Faltava Aqui: O Email dos Porquês






Yuca Pata de elefante

É Linda a flor da Yuca, mas nem se dá por ela; vive "escondida" no topo da planta, fora do alcance do "ângulo de visão" de quem passa. Nem imaginam a "ginástica" que foi necessária para tirar esta foto... Fica aqui apenas para desanuviar. Não tem nada que ver com estas coisas escabrosas que aqui se enumeram em forma de "sugestões".


Este blog nasceu para (re)publicar o "Relatório do GOVD".
Portanto este email, que se diz ter sido reenviado dum computador da PJ, teria de estar aqui também.

Eliminaram-se as duas "certezas" que figuram no final do email porque elas parecem meio tolas e sem qualquer significado ou importância para o que quer que seja... Não passam de elementos de "intriguisse"... ou então pretendem "salvar a face" de quem escreveu isto perante os seus pares...
Enfim, é "natural" que, quem tem contacto com todas estas  situações e "informações", nestas circunstâncias, fique um bocado baralhado, a ponto de cometer os mesmos erros que "critica"(?)

Aqui fica o texto do tal email. Para que melhor se perceba o que nele se diz ou "sugere" sublinho que foi "divulgado" ou "circulado" no final do ano de 2003 (Outubro ou Novembro)... Já depois de o site "Muito Mentiroso" ter "desaparecido".

Hoje, certamente, este documento seria algo diferente...

"1- Eurico de Melo é o deputado europeu identificado no Caso do Parque. Chegou a ser assinalado por comportamento pedófilo em Bruxelas pela Interpol. Desapareceu da vida política por isso. Porque é que Cunha Rodrigues e Laborinho Lúcio abafaram o caso?> > 
2- Porque é que vários prostitutos do Parque Eduardo VII (alguns da Casa Pia) identificaram Paulo Portas e a PJ os ignora?> > (Segundo Dias André porque "esse não interessa. Toda a gente sabe que é paneleiro"???)
3- Porque é que se reacende a "ligação" Paulo Portas/CinhaJardim?> > 
4- Porque é que o Conselho de Ministros manteve completo silêncio até hoje sobre a denúncia do Le Point, reiterada por Rui Araújo na SIC, de que há dois ministros pedófilos no governo?> > 
5- Porque é que Adelino Granja e principalmente Pedro Namora pediram tão insistentemente a demissão do ministro da Saúde?>  
6- Que ligações existem entre Jorge Coelho e Paulo Portas?>  
7- Porque é que Jorge Coelho, enquanto ministro da Administração Interna, telefonou às 4 da manhã para o Director Nacional da PSP para obrigar os agentes que levaram Paulo Portas para a esquadra a "esquecer"tudo? Os dois agentes surpreenderam Portas no Parque Eduardo VII, ignoraram o seu estatuto de deputado e levaram-no para a esquadra.> 
8 - Qual o papel da Dr.ª Fátima Galhardas, mulher do ex-director do SIS, Telles Pereira, na escolha da "Casa de Elvas"? Ela é a Delegada do Ministério Público em Elvas e a responsável pela entrega de crianças aos cuidados das amas da Segurança Social. Gertrudes Nunes, dona da "Casa de Elvas", era ama da Segurança Social - que coincidência!> > 
9 - Porque é que há alunos da Casa Pia que não quiseram voltar à PJ para serem interrogados de novo?> > 
10 - Porque é que os interrogatórios feitos por Dias André e Rosa Mota a alunos da Casa Pia não foram gravados em vídeo ou pelo menos em áudio como acontece em qualquer país civilizado? > > Tiveram medo de registar a violência? Leia-se Barra da Costa, ex-investigador da PJ, no Correio da Manhã de 4 a 8 de Agosto.> > 
11 - Que relações existem entre o inspector Dias André e o Eng.ª Miguel Paes do Amaral com Felícia Cabrita no meio?> > 
12 - Qual o papel da TVI e o Portugal Diário (Media Capital=Paes do Amaral) neste processo?> > 
13 - Que sabe a PJ sobre José Eduardo Moniz enquanto Director de programas da RTP, sua sociedade com Vasco Lourinho em Espanha quando este era correspondente da RTP e com um ex-director da TV Globo, a quem comprava as telenovelas, e que é seu actual sócio com António Parente e Paes do Amaral, no Brasil?> > 
14 - Quem são os jornalistas envolvidos neste complot? Quem são os colaboradores da PJ e quem são os que são pagos? Porque é que Tânia Laranjo só agora descobre que andou a ser enganada pela sua muito credível fonte do Ministério Público?> > 
15- Porque é que a TVI não consegue ou não pode aprofundar o caso do barco Apollo?> > 
16 - Quem são as figuras públicas que aparecem num vídeo feito a bordo de um iate ao largo da Madeira e que está guardado ou foi destruído pela PJ?> > 
17 - Quem é a sorridente figura pública (Artur Albarran) que arranjava rapazinhos para o embaixador Frank Carlucci, pedófilo tão compulsivo que chegava a ter ataques de fúria quando não o "serviam"?> > 
18 - Porque é que Lisa Albarran era visita regular da Casa Pia e é amiga íntima do célebre "Valquíria", o monitor Paulo César, proxeneta e pedófilo do Colégio Nuno Álvares?> > 
19 - Porque é que Lisa Albarran declarou numa entrevista à revista Ego que "também podia dizer que o Artur engatava rapazinhos... o difícil é provar"?> > 
20 - Porque é que Lisa Albarran escreveu uma carta de conforto a Bibi e o quis ir visitar? Porque é que a direcção da Cadeia não autorizou?> > 
21 - Porque é que José Martins, advogado de Bibi, é o novo advogado de Lisa Albarran?> > 
22 - Porque é que Catalina Pestana afirmou que havia jornalistas e outras pessoas a pagar a alunos para, mentindo, denunciar certas pessoas e nunca disse quem são esses jornalistas nem os outros que pagavam? E porque é que de repente, passou a dizer que os alunos não mentem?> > 
23 - Porque é que Dias André e Rosa Mota mostraram fotos de Valente de Oliveira, Narana Coissoró e Mota Amaral a Bibi e a alunos da Casa Pia? Porque é que mudaram para as fotos de José Sócrates e João Soares? E depois só Paulo Pedroso?> > 
24 - Quem não "permitiu" que Ferro Rodrigues fosse preso e constituído arguido tendo esse acto levado à prisão de Paulo Pedroso?> > 
25 - Onde pára o mega-processo contra António Moura Santos (ex-cunhado de Guterres) abafado por Cunha Rodrigues que o entregou a Souto Moura? Processos de corrupção que ainda vêm do tempo da Alta Autoridade.> > 
26 - Que ascendente(s) tem João Guerra sobre Souto Moura? Que segredos lhe conhece?> > 
27 - Que segredos de Souto Moura tem Cunha Rodrigues?> > 
28 - Que sabe ou que ligação tem Cunha Rodrigues ao tráfico de órgãos humanos na Casa Pia? (A notícia do Semanário tem fundamento.)> > 
29 - Que segredos unem Cunha Rodrigues a Laborinho Lúcio?> > 
30 - Onde param as fotos "eróticas e pornográficas" de Felícia Cabrita com o Capitão Roby? E que outros telhados de vidro tem ela que a obrigam a "colaborar"?> > 
31 - Que é feito do processo do envio de crianças abusadas da Casa Pia de Lisboa para Angola (1975/76) pela Dr.ª Odete Sá (PCP) que agora é braço direito de Catalina Pestana que até aqui detestava? > > 
32 - Quem é o senhor Meira, Presidente do Casa Pia Atlético Clube e porque é que convidou Demétrio Alves para o discurso de abertura do ano lectivo em 2001?> > 
33 - Porque é que Demétrio Alves, que arranjou emprego a Pedro Namora (PCP) na Câmara de Loures, afirmou nesse discurso que daí um ano "esta Casa Pia não existiria"?> > 
34 - Porque é que Catalina Pestana se foi oferecer a Bagão Félix para ser ela a Provedora depois da saída de Luís Rebelo, cortando assim as hipóteses de Demétrio Alves que tinha tudo preparado para o "assalto" com Pedro Namora, Odete Sá e talvez Adelino Granja embora este seja visto como "inferior e tontinho" pelos outros?> > 
36 - Que ilegalidades tem a Quinta do Infantado em Loures, construída em terreno agrícola no tempo de Demétrio Alves?> > 
37 - Quantos quilos de cocaína negoceia por ano Bibi, o do Benfica? Que ligações tem ele na PJ que até lhe escondem o cadastro?> > 
38 - Que ligações tem Demétrio Alves com Pedro Namora? Porque é que o vereador do Turismo (PCP) de Odivelas levou para lá Pedro Namora?> > 
39 - A Maçonaria perdeu controle da Casa Pia para a Opus Dei?> > 
40 - Porque é que o procurador João Guerra perguntou a vários interrogados: você é da Maçonaria?"> > 
41 - Porque é que quis saber se João Soares Louro é da Maçonaria?> > 
42 - Porque é que os casapianos ilustres estão calados? Por exemplo: João Soares Louro (Maçonaria), Maldonado Gonelha (Maçonaria), Videira Barreto (Maçonaria).> > 
43 - Porque é que Videira Barreto vive aterrorizado e não fala, sabendo tudo o que se passava na CPL?> >
 44 - Existe uma "Santa Aliança" dentro da Casa Pia entre os Católicos (Opus Dei ou não) PCP?> > 
45 - Porque é que João Guerra está a "eliminar" juízes para que não lhes seja distribuído o processo, utilizando o truque de os ouvir como testemunhas sobre "assuntos laterais" (já lá vão três!) e assim impossibilitando-os legalmente? > > 
46 - Porque nem o CDS/PP nem o PSD têm indiciados de pedofilia?> > 
47 - Porque é que Durão Barroso fez questão em demonstrar tanta confiança em Souto Moura e Jorge Sampaio chama tão frequentemente o PGR? > > 
48 - Qual o verdadeiro significado das palavras de António Costa para Ferro Rodrigues sobre o PGR, no telefonema entre os dois recentemente divulgado? O que prometeu Souto Moura?> > 
49 - Porque é que o juiz Rui Teixeira andou à procura de alguém que denunciasse Narana Coissoró e não conseguiu?> > 
50 - Porque é que uma funcionária da Casa Pia não diz o que ouviu certa noite, cerca das 9 horas, o Mestre Américo a dizer a umas crianças, numa camarata, obrigando-os a levantarem-se?> > 
51 - O que sabe o Bibi de Adelino Granja e Pedro Namora e não quer confessar (um casapiano não denuncia os seus irmãos?...)> > 
52 - Se Bibi transportava elementos do Casa Pia Atlético Clube (presidido pelo Sr. Meira) e da Banda de Música, sempre com requisição, de um Director ou responsável como qualquer motorista; e se ninguém podia sair sem autorização do Director, que o porteiro conferia, quem o autorizava a sair, na carrinha, com alunos para os seus "clientes"?> > 
53 - Se o porteiro tinha que registar 24 horas por dia as saídas e entradas de qualquer veículo (mesmo exterior à Casa Pia) como é que o Bibi podia fugir a esse controle?> > 
54 - Quem foi a senhora toda chique, com ar de "tia" que foi visitar o Bibi a Caxias e implorar-lhe para que não falasse do seu grupo?> > 
55 - Quem paga os advogados de Bibi?> > 
56 - Que segredos guarda a meia-irmã de Bibi, Isabel Raposo, na Holanda? De que é que tem medo e que acordo fez com Dias André e Rosa Mota? > > 

Convinha que viessem também as respostas porque só sabemos algumas e não gostamos de conjecturas em coisas tão sérias... Nem mesmo quando somos "nós" a conjecturar.

2013-10-29

O Processo Casa Pia na Wikipédia

Discutir O Processo Casa Pia na Wikipédia



Datura Estramónio ou "erva do diabo", a planta de que se extrai a droga (escopolamina) que terá feito com que o Bibi "colaborasse" mais facilmente com os "investigadores". Esta droga que chegou a ser designada "soro da verdade" porque anula a vontade (o livre arbítrio) de quem a ingere, não é sintetizável em laboratório...



A wikipédia tem um artigo sobre o Processo Casa Pia que reproduz a intoxicação da comunicação social sobre o assunto, sem "contraditório".

Vai daí decidi testar a "imparcialidade"da Wikipédia, inscrever-me e dar início à discussão do tema...
De imediato me informaram que o meu escrito continha termos "impróprios" pelo que é espectável que não  sobreviva muito tempo à censura.

Por isso aqui fica para conhecimento de todos. Se alguém de boa-fé quiser dar uma ajudinha... vá até lá e abra a janela de "DISCUSSÃO". Convém inscrever-se antes de  "discutir", se for essa a intenção...

******************
Lendo este artigo fica-se com a sensação de que o Processo Casa Pia é apenas mais um vulgaríssimo processo judicial com princípio meio e fim como mandam as regras. Isso não é verdade!

Os antigos alunos da Casa Pia mencionados já vieram a público desmentir os seus depoimentos em tribunal e revelar que não tomaram a iniciativa de acusar ninguém, que foram levados a acusar, foram instigados e incentivados com o pagamento da indemnização de 50 mil euros. 

Aliás, a própria investigadora da PJ, Rosa Mota, reconheceu em Tribunal que o Processo Casa Pia nasceu "na secretaria" daquela polícia, por iniciativa dos próprios investigadores... sendo certo que apenas o processo contra o Carlos Silvino (que depois foi apensado) resultou duma (mais uma) denúncia de abuso sexual dum jovem dentro da Casa Pia.
E a ausência de prova em Tribunal? E o absurdo da "ressonância da verdade? E o absurdo da Casa de Elvas, da condenação seguida de absolvição?
E o caso das cassetes (conversas entre o Director Nacional da PJ e o jornalista do CM) ou das falsas violações do segredo de justiça que não passavam, afinal, de especulações? Porque a omissão?
E as posições e preocupações de várias pessoas de diversos quadrantes políticos sobre o assunto, tais como Marinho e Pinto, Garcia Pereira... e vários outros?

O documento designado "relatório do GOVD", aliás, descreve uma outra realidade bem mais coerente com os factos... mas, apesar da sua importância (e de ter havido quem arriscasse a própria vida ao divulgá-lo) não lhe é feita qualquer referência neste "artigo". E as perseguições mafiosas que foram movidas a todas as pessoas que ousassem não engolir as mistificações absurdas que este artigo repete?

Além disso, aliciadas ou não aliciadas e pagas ou não pagas (elas dizem o contrário do que aqui se afirma) as testemunhas "vítimas", assistentes no Processo, que acusaram Carlos Cruz e os restantes (à excepção do Bibi cujas acusações e acusadores são diferentes), já vieram a público "dar a cara" e desmentir tudo o que disseram no Processo... tal como o próprio Carlos Silvino (Bibi) já havia feito. Afinal, as "crianças" (que não são crianças nenhumas) que não mentiam... mentem. Não importa se mentem agora ou mentiram antes, se foram pagas agora ou se foram (e foram, toda a gente sabe) pagas antes para mentir. O facto é que mentem. Em qualquer país civilizado isso teria produzido "os devidos efeitos"; mas em Portugal, não! Os interesses que se movem por detrás dessa conspiração monstruosa que é o Processo Casa Pia, o arrivismo dos conspiradores, a sua arrogância e omnipotência, o seu nepotismo e a total falta de pudor das nossas instituições não permitem que uma coisa tão grave "produza efeitos".
Uma simples pesquisa, online, permite encontrar coisas como esta:
 .../.../...
"A investigação ao escândalo de pedofilia na Casa Pia pôs em andamento vários casos paralelos e, enquanto o julgamento decorria, entre 2005 e 2008, 14 homens foram condenados no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, em seis processos autónomos, quatro dos quais envolvendo antigos funcionários da instituição. A pena mais pesada, 19 anos de prisão, foi aplicada a Pedro Inverno, antigo treinador de futebol da Casa Pia e sócio de Fernando Chalana numa escola de futebol, no âmbito do processo de pedofilia do Parque Eduardo VII, que envolvia um total de 11 arguidos. 

Segundo o jornal Correio da Manhã, na edição de 13 de Setembro de 2003, a secreta portuguesa, Serviço de Informações e Segurança (SIS), investigou, em 1997, as redes de pedofilia em Portugal, tendo classificado o assunto como de 'alta importância', pelo alegado envolvimento de figuras públicas com prostitutos do Parque Eduardo VII, em Lisboa, a maioria dos quais ex-casapianos. 
Alguns seriam figuras conhecidas dos jovens prostitutos que esperavam clientes debaixo dos candeeiros do Parque Eduardo VII. Um deles (Paulo Portas) era conhecido como Catherine Deneuve por trazer sempre uma cabeleira loira no carro. 

A jornalista Felícia Cabrita, autora da primeira notícia sobre as suspeitas de abusos sexuais na Casa Pia, mencionou no seu depoimento o relatório do SIS sobre pedofilia em Portugal, no qual são referidos nomes como os antigos ministros André Gonçalves Pereira, Eurico de Melo, Luís Filipe Pereira, Paulo Portas, Valente de Oliveira, os diplomatas António Monteiro, Brito e Cunha e Leonardo Mathias e um almirante chamado João Quintela."
 .../.../...
E ainda faltam aqui outros nomes como o do Juiz Caramelo ou o do cunhado do então Procurador Geral da República, Rui D'Orey Soares Franco que terá sido a "moeda de troca" que obrigou o Procurador a "colaborar" e a fazer a "figura triste" de dizer e assumir uma coisa num dia para se desdizer no dia seguinte... e passar a "ficar mudo" ou responder com "pode ser" quando questionado sobre o Processo.

O problema dum artigo assim é que o nosso conhecimento directo da questão e da realidade do país, da justiça, da Casa Pia e seus alunos, dos abusos dentro da Casa Pia (e dentro doutras "casas") berra-nos ao ouvido o que qualquer pessoa minimamente informada, interessada e atenta já percebeu há muito: o Processo Casa Pia é, apenas e só, uma monstruosa conspiração, sem fundamento acusatório, que tem tido um papel fundamental na situação de descalabro em que o país se encontra... e de que não conseguirá sair enquanto coisas destas forem possíveis e perdurarem entre nós.

 Realmente, estamos fartos de "intoxicação". Se a wikipédia também só serve para isto, acabe-se com a wikipédia.

*******************

2013-10-18

Casa Pia O Epílogo do Mega Processo Judicial

Vem isto a propósito deste vídeo



Casa Pia from The Witch Hunter on Vimeo.

Porém (há sempre um "porém") continuo a discordar da forma como esta questão tem sido tratada...

"Dá Deus nozes a quem não tem dentes"

Mas disso falaremos em breve... que agora não tenho tempo.

Por agora, deixo aqui a mensagem do autor do vídeo:

Em 2003 Portugal mergulhou num clima de histeria social colectiva.
Para a maioria dos media que noticiou esta história parecia haver poucas dúvidas que uma enorme conspiração havia sido desmascarada.
Uma sinistra rede pedófila que actuava secreta e misteriosamente dentro da maior instituição pública de acolhimento - a Casa Pia.
Este foi o início do mais longo e mediático processo judicial da história de Portugal

Este video poderá chamar a atenção sobre a injustiça das prisões resultantes do processo Casa Pia. Mas para tal será necessário que o mesmo seja divulgado o mais possível.

É nesse sentido que vos contacto:

Para vos pedir que partilhem este video através de email e facebook (bem como através de outras redes sociais a que tenham acesso).


2013-10-09

Casa Pia, a Origem do Mega Processo Judicial

CASA PIA: EX-SECRETÁRIA DE ESTADO E MINISTÉRIO PÚBLICO MENTIRAM

Por Carlos Tomás

Os processos "Casa Pia" tiveram na sua origem, como a própria coordenadora de investigação criminal da Polícia Judiciária (Rosa Mota) admitiu: 
- “notícias publicadas na imprensa e divulgadas nas televisões e rádios sobre a eventual existência de uma rede de pedofilia com ligações à Casa Pia, dado que estas informações foram, de algum modo, confirmadas junto dos ‘mass media’ pela então Sra. Secretária de Estado da Família, Dr.ª Teresa Costa Macedo”. 

Durante os meses de Novembro e Dezembro de 2002 e Janeiro de 2003 houve apenas dois factos relevantes em termos de comunicação social. 
- Um deles foi a divulgação, pelo Diário de Notícias, do relatório feito por educadores da Casa Pia, em 1982, quando resgataram um casal de menores casapianos de um apartamento de Jorge Ritto localizado na Avenida Gonçalo Velho Cabral, em Cascais: Fernanda Teresa e Jaime Pimenta. O resgate foi feito pela educadora Isabel Envangelista Mendes e pelo educador Francisco Góis Faria, ajudados pelos alunos José Carlos e Orlando Pereira. 
- O outro foram as buscas a casa de um médico pediatra, chamado João de Deus, onde a PJ apreendeu diverso material susceptível de se enquadrar no crime de posse de material de teor pedófilo e que estaria ligado à Casa Pia. 
Uma simples investigação jornalística feita pelo Jornal de Notícias, onde eu trabalhava na altura sendo um dos responsáveis pela editoria “Grande Lisboa” (secção onde o caso Casa Pia começou inicialmente a ser tratado, passando mais tarde para a editoria “Sociedade”) permitiu perceber que os dois episódios eram apenas falácias. 

Vamos ao primeiro:

Teresa Costa Macedo disse, no programa “Hora Extra”, que tinha guardado os dois relatórios dos educadores de 1982, sobre a situação da casa de Jorge Ritto, mas acrescentou que ainda tinha um terceiro relatório, com os nomes de muitos outros envolvidos: políticos, diplomatas e gente da comunicação social. 
Face a estas declarações, a jornalista Tânia Laranjo, minha colega, que se encontrava na redacção do Jornal de Notícias do Porto, deslocou-se propositadamente a Lisboa para obter essa lista. Combinou com Teresa Costa Macedo e foi ter com a ex-secretária de Estado da Família. 

Tudo o que conseguiu foi obter os tais dois relatórios já amplamente divulgados pelos órgãos de Comunicação Social e onde tudo o que aparece é a certeza de que Jorge Ritto é homossexual e se lança a suspeição sobre o apresentador de televisão Carlos Cruz, que seria frequentador da casa de Jorge Ritto, um facto que veio a ser desmentido pelo próprio autor da frase, o casapiano José Carlos. 

Este indivíduo, entrevistado pelo jornal 24horas e por várias televisões, admitiu que falou no mediático apresentador por brincadeira e que nunca o viu na casa de Jorge Ritto. 

Teresa Costa Macedo terá dito à Tânia Laranjo que a lista com os nomes estaria guardada num cofre em sua casa e que se tinha esquecido da combinação para o abrir. Comprometeu-se a dar a “lista da rede pedófila” quando abrisse o cofre. Como a jornalista em causa nunca mais escreveu sobre o assunto, admito que Teresa Costa Macedo jamais lhe tenha entregue tal documento. 

Mas os factos vão mais longe; a investigação posterior e o próprio tribunal descobriram que o terceiro relatório de que Teresa Costa Macedo falou nunca existiu e que a famosa “lista” não passava de um papel manuscrito que a própria ex-secretária de Estado passou à jornalista Felícia Cabrita, no intervalo do programa “Hora Extra”, onde ela, Teresa Costa Macedo, consciente ou inconscientemente, provocou a abertura da investigação à alegada rede de pedofilia.

Na sequência desta investigação e uma vez na posse dos dois relatórios verdadeiros sobre o que aconteceu no “episódio de 1982”, fiz aquilo que me pareceu óbvio: era preciso ouvir os três rapazes e a rapariga da Casa Pia envolvidos no caso e, bem assim, os educadores da Casa Pia que resgataram os menores naquela altura. 

A minha companheira Fátima Mariano conseguiu entrar em contacto com Fernanda Teresa, a rapariga que se refugiou na casa de Jorge Ritto. A conversa foi tão surreal, que a Fátima pediu a minha intervenção e passou-me a chamada telefónica. 

Fernanda Teresa estava em Trás-os-Montes e pela sua conversa percebi rapidamente aquilo que a ex-casapiana queria: dinheiro. Ela disse-me que tinha tudo com ela, que me dava os documentos todos, que até acusava de pedofilia o ex-presidente da República, general Ramalho Eanes. Um pacote que ela avaliou, na altura, em 100 contos (500 euros). 

O argumento para pedir o dinheiro foi de que tinha regressado de França e estava muito aflita. Disse-lhe que o JN não pagava depoimentos de ninguém e nunca mais ninguém do jornal falou com ela. 

A verdade é que, a partir deste episódio, comecei a ter sérias dúvidas sobre a veracidade do relatório de 1982. Os factos que se seguiram deram-me razão: as célebres fotografias que Teresa Costa Macedo disse que tinham sido apreendidas na casa de Jorge Ritto nunca apareceram e a única pessoa que disse que as viu (fora o casapiano José Carlos que, como já disse, garantiu ter sido tudo uma invenção sua para se “armar”) foi a própria ex-secretária de Estado da Família.

Quanto ao segundo episódio: 

O do pediatra supostamente “pedófilo”, João de Deus, também conhecido como autor de Banda Desenhada (BD), a história foi desmontada de forma ainda mais simples.

Mandei a Fátima Mariano ir entrevistar o homem e ele deu-lhe uma entrevista exclusiva. Contou tudo e desmontou toda a história divulgada pelo Expresso, pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público. Aquilo que lhe foi apreendido nas buscas mediáticas que lhe fizeram em casa não passavam de cassetes de vídeo, em formato “Super 8”, que continham filmagens da Fonte Luminosa, na Alameda Afonso Henriques, em Lisboa, onde apareciam adolescentes em cuecas a tomar banho no lago da fonte. Não havia nada que o envolvesse em práticas pedófilas. 

O pediatra e autor de “BD” nunca foi constituído arguido e o processo terminou com uma ordem judicial para destruir as cassetes. Mais grave, foi ele que se deslocou pelo seu próprio pé, às instalações da Polícia Judiciária, para ser interrogado e para lhe explicarem os motivos das buscas em sua casa, mas tudo o que conseguiu foi que lhe dissessem que os inspectores que o poderiam ouvir se encontravam cheios de trabalho, pelo que deveria aguardar que fosse notificado. Isso nunca aconteceu. 

E o quadro ainda piora quando, no âmbito da nossa investigação jornalística, se descobriu que teria sido a jornalista Felícia Cabrita a avisar o Ministério Público de que iria publicar um artigo sobre o pediatra, houvesse ou não buscas policiais na casa do homem. 

O procurador que foi alertado pela jornalista terá então tentado arranjar mandados de busca “à pressa” e teve de recorrer a um juiz de turno: Rui Teixeira. 

E foi com base nos mandados emitidos para esta busca que aquele juiz acabaria por ficar com o processo principal da Casa Pia (violando-se “o princípio do juiz natural”) e acabaria por mandar para a prisão Ferreira Diniz, Carlos Cruz e, com o passar dos meses, mais vários outros arguidos do processo.

Na redacção de Lisboa do Jornal de Notícias foram caindo informações ligadas ao escândalo, mas todas sem sumo. Nada de consistente. Apenas testemunhos de ex-casapianos que queriam fornecer informações e acusar pessoas a troco, sempre, de dinheiro. 

Confesso que cheguei a cair na “esparrela” de um deles. Fui entrevistá-lo à Venda do Pinheiro. Contou-me histórias mirabolantes e acusou Manuel Abrantes de mil e uma coisas. Na ânsia da notícia, publiquei essa entrevista. Se arrependimento matasse, hoje não estaria a escrever estas linhas. 

Logo depois de sair o trabalho, “Nuno”, foi assim que ele se identificou, telefonou-me a pedir emprego e se lhe podia dar dinheiro. Percebi que tinha sido simplesmente manipulado, porque quando fui confirmar os factos nada batia certo. 

A entrevista a “Nuno” foi o terceiro sinal de que alguma coisa não batia certo no processo Casa Pia. Mas outros haveriam, entretanto, de surgir. Adiante. 

Com muitos nomes nas mãos, de alegados pedófilos que pertenceriam à alegada rede de pedofilia, mas sem forma de publicar o que quer que fosse por falta de provas e confirmações de, pelo menos, três fontes diferentes, foi preciso esperar pelo dia 31 de Janeiro de 2003 para que o processo da alegada rede de pedofilia saltasse de novo para a “ribalta” da informação em Portugal. 

Ao final da noite desse dia, a SIC avançava, em exclusivo, que Carlos Cruz tinha sido detido no Algarve, acusado de pertencer à suposta “rede pedófila”. E, noutros locais, também tinham sido detidos e levados para o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, a funcionar naquela altura na Rua Gomes Freire, o médico Ferreira Diniz e o advogado Hugo Marçal.

Nessa noite tinha acabado de fechar mais uma edição da “Grande Lisboa” do Jornal de Notícias. Cheguei a casa pouco antes da meia-noite e vi a notícia. Liguei para o meu editor executivo, Paulo Martins, e a resposta deste foi: “Ok. Amanhã vemos isso.” 

Lembro-me de ter “jantado” a pensar no assunto e de repente resolver sair do recanto do meu lar, em Massamá, e ir enfrentar o frio à porta do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. Permaneci ali, tal como vários jornalistas, até se saber quais as medidas de coacção aplicadas aos detidos. 

No local pouco se soube. Os advogados de defesa, Serra Lopes (a defender Carlos Cruz) e João Nabais (a defender Hugo Marçal e Ferreira Diniz), pouco adiantaram. Apenas que o apresentador e o médico ficavam em prisão preventiva e que o advogado era posto em liberdade com uma caução pecuniária a pagar e que o Estado ainda não lhe devolveu (passaram-lhe um cheque sem cobertura...)

Depois destas detenções foi, desculpem o termo, “descascar pessegueiro”. Durante várias semanas o JN e todos os outros jornais – talvez com excepção, honra lhe seja feita, ao 24horas dirigido por Pedro Tadeu e com um jornalista a investigar o caso de forma exemplar (Rui Gustavo, actualmente no Expresso) – arrasaram por completo os três arguidos do processo. Com base apenas em informações da Procuradoria Geral da República, então tutelada por Souto de Moura, fomos escrevendo que havia mais do que provas para incriminar os arguidos, que eles tinham sido interrogados várias horas pelo juiz Rui Teixeira, que Carlos Cruz se preparava para fugir do país, que o médico Ferreira Diniz abusava de um ex-casapiano que com ele vivia, que Hugo Marçal estava a ser pago por Carlos Cruz para defender Carlos Silvino e “o diabo a quatro”. 

Provas de tudo o que se escreveu? Nenhuma! Apenas o que era transmitido pela PGR e pelos responsáveis da PJ que ficaram com a investigação. 

Ou seja, no início do Processo Casa Pia e quando Carlos Cruz, Ferreira Diniz e Jorge Ritto foram presos eu, tal como a generalidade dos portugueses, acreditei plenamente que o apresentador e demais arguidos eram culpados. 

Tal como terá acontecido, certamente, com a generalidade da população portuguesa, pensei: para a PJ deter um homem com a importância de Carlos Cruz é porque tem provas muito fortes contra ele: escutas, vídeos resultantes de vigilâncias, fotografias e testemunhas. Além disso, não me passava pela cabeça que um juiz decretasse a prisão preventiva de pessoas, se não tivesse na sua posse indícios muito fortes da sua culpa. 

E, como disse no início, foi precisamente esta mensagem que a Procuradoria Geral da República fez passar: que existiam vídeos, fotografias, transferências bancárias, tentativas de fuga, que o nome de Carlos Cruz constava de uma lista do FBI sobre pedófilos, etc, etc. 

Como o Processo estava em segredo de Justiça e os arguidos estavam presos, era impossível saber se tudo isto correspondia, ou não, à verdade. Até que um dia, na procura do contraditório, algo que todos os jornalistas devem fazer, mas só alguns é que o fazem, consegui entrar no Estabelecimento Prisional de Lisboa e entrevistar Carlos Cruz. 

Uma entrevista que nunca publiquei, porque a ministra da Justiça da altura, Celeste Cardona, o tinha proibido de prestar declarações públicas (vá lá o diabo - e a ministra - saber porquê?!). 

Ele contou-me a sua versão e chegámos a um acordo: eu noticiava as coisas, mas ele teria de sustentar tudo o que dizia com documentos constantes do processo. Só a palavra dele não chegava. E disse-lhe que se algum dia me chegasse às mãos uma única prova contra ele seria o primeiro a divulgá-la. Fiz o mesmo em relação a todos os outros arguidos, com excepção do Jorge Ritto, com quem nunca falei ao longo do processo. 
A partir daqui comecei a ser um jornalista privilegiado, uma vez que me passaram a chegar às mãos documentos do processo em segredo de justiça. E confesso que me deu algum gozo ver os outros jornais a escrever com base em “fontes”, quando nós no JN escrevíamos com base em documentos e não no diz que disse. 

A partir do momento em que comecei a ter acesso ao processo (a peças dele), comecei então a perceber quais eram as provas reais que o Ministério Público tinha contra estas pessoas. E o leitor do NOTÍCIAS SEM CENSURA quer saber o que tinha? Apenas os depoimentos das alegadas testemunhas/vítimas. 

Menos de uma dezena de indivíduos, todos maiores de idade (com mais de 16 anos), que acusavam estes arguidos e outras pessoas, em depoimentos que eu, graças ao “acordo” que estabeleci com os arguidos e com os seus advogados, tinha na minha posse e que eram contraditórios. Ou seja, havia testemunhos que não batiam certo com outros testemunhos da mesma “vítima”, nem com os depoimentos dos outros indivíduos alegadamente abusados. 
Uns diziam que iam a Elvas ao fim-de-semana, outros que era durante a semana, uns diziam que as casas eram de uma maneira, outros de outra. Alguns referiam que os abusadores estavam de fato, outros que estavam vestidos normalmente e por aí fora. Também me fez espécie o facto de eles acusarem outras pessoas, mas os seus depoimentos só serem considerados credíveis em relação a alguns, ou seja, aos que acabaram por ser constituídos arguidos. 

Nunca ninguém da PJ ou do Ministério Público me conseguiu explicar quais os critérios usados para distinguirem porque motivo uma testemunha falava verdade em relação a uma pessoa e mentia em relação a outra que referia no mesmo depoimento. 

Além disso, notava-se que as pessoas eram acusadas à medida que os seus nomes eram falados em alguma comunicação social, sobretudo na TVI e no Correio da Manhã. 
As minhas dúvidas aumentaram quando tentei falar com essas supostas vítimas e me disseram que isso era impossível, porque elas estavam com protecção pessoal feita pela PSP e proibidas de falar a jornalistas (só a alguns, porque com a TVI e Correio da Manhã falavam). 

Escrevi tudo isto em 2004, no livro "Carlos Cruz - As Grades do Sofrimento”, mas ninguém ligou. 
Em vez de lerem aquilo que eu tinha escrito, preferiram atacar o facto de Marluce Revoredo, ex-mulher do apresentador, ser co-autora. 
Mas o livro está divido em duas partes claras. Uma sobre a investigação e as provas que existiam na Acusação, ou seja: nenhumas, e outra, escrita por Marluce, sobre o drama vivido pela família de Carlos Cruz. 

Que fique claro que eu só conheci o apresentador quando o entrevistei no Estabelecimento Prisional de Lisboa, onde também entrevistei o arguido Manuel Abrantes, tendo este trabalho sido publicado no JN, porque o ex-provedor da Casa Pia (apenas foi dono desse cargo um dia, já que foi preso no dia seguinte, 01 de Abril de 2003) arriscou dar uma entrevista à revelia dos Serviços Prisionais. 

Chegou a ser alvo de um processo disciplinar instaurado pela Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), a mando do Ministério da Justiça que visava mandá-lo para a solitária. O bom senso imperou e o ex-provedor acabou por não ser punido. É que, sem querer, foi a própria Direcção-Geral a permitir a minha entrada no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Carlos Cruz e Manuel Abrantes pediram para que fosse autorizada a “visita especial” de Carlos Tomás e esses pedidos foram deferidos. 

Com estas duas entrevistas e na posse de muitos documentos, o Jornal de Notícias – o director José Leite Pereira acabou por me destacar para coordenar a investigação do caso – passou a escrever a “verdade” judicial do processo e sem ressonâncias. Espero que se perceba uma coisa: de um lado (do Ministério Público) surgiam informações fornecidas por fontes, do outro lado (defesa dos arguidos) surgiam informações sustentadas em documentos constantes do processo. Qual a mais credível? A resposta parece-me óbvia.

O processo Casa Pia ainda vai fazer corar de vergonha a Justiça portuguesa. Porque, mais tarde ou mais cedo, a verdade virá ao de cima. Temos uma (in)Justiça corrupta e pouco competente. 

E é com mágoa que escrevo isto!

Carlos Tomás.

2013-09-23

Paulo Portas Chantageado por Loureiro e Cavaco. E Você Acredita em Jornais, Notícias, Escândalos???

A Verdadeira Origem das Nossas Desgraças Colectivas

Este País, Portugal, está no descalabro que todos conhecemos porque isso é inevitável tendo em conta o tipo de gente que nos governa.

Sabiam que o actual Primeiro Ministro, Passos Coelho, é um ex-drogado que batia na ex- mulher a quem nunca pagou a pensão de alimentos das filhas, antes de ser Primeiro Ministro?
Agora pagamos nós...

Mas este panorama (de termos à frente do Governo e Ministérios gentalha do pior que há) já vem de longe... Por isso o descalabro em que nos encontramos era inevitável. E nem haverá solução enquanto não se "limpar a casa". Para "limpar a casa", há que começar por desentulhar o lixo. Todas as nossas instituições estão entulhadas de lixo nos cargos de responsabilidade...

Este panorama já vem de longe. Atentem nesta história que encontrei AQUI e que reproduzo a seguir.

De vez em quando vou às estatísticas consultar a origem das visitas e percebi que o/a autor(a)  transcreveu este meu texto. Deixei-me levar pela curiosidade e, de página em página, encontrei isto que se segue.

Aqui fica à vossa "consideração"




Esta é uma "Datura Estramonium" ou "Erva do Diabo". A planta do "soro da verdade" que contribuiu muito para a "colaboração" de Biibi. Perigosa esta planta... mas não tão perigosa como os mafiosos que controlam este país...


 Transcrição:

Vou contar-vos um episódio REAL que aconteceu, em 1995, com o sr. PAULO PORTAS (então editor do semanário “O INDEPENDENTE”).


Numa Madrugada do ano de 1995, na Avenida de Ceuta, em Lisboa, uma patrulha da PSP pára ao Lado dum carro e encontra, em flagrante, dois “homens” em acto sexual. Até aí nada demais!!! Nessa zona a prostituição masculina é comum. Mas, para grande surpresa dos agentes da PSP, encontram  uma personalidade pública (o sr.. PAULO PORTAS), que é detida de imediato e levada para a esquadra de  BENFICA. 

Sem saberem o que fazer com este sr., contactam o Ministro da Administração Interna de então, O SR. DIAS LOUREIRO.
Nessa época, 1995, o jornal “O INDEPENDENTE” atacava sistematicamente o
Governo de CAVACO SILVA.
Com conhecimento de CAVACO, DIAS LOUREIRO faz chantagem com PAULO PORTAS, e ameaça tornar público o episódio e fazer dele um escândalo se o Jornal “O INDEPENDENTE” não mudasse a sua linha editorial e não deixasse de atacar o Governo de CAVACO SILVA.


Esta história nunca se tornou pública porque o sr.. PAULO PORTAS cedeu à chantagem: o jornal “O INDEPENDENTE” deixou de atacar o Governo.
Portanto, estou a revelar um “segredo” que é do conhecimento directo de “apenas” 9 pessoas: 

- Os 2 agentes da PSP que  detiveram PAULO PORTAS;

- DIAS LOUREIRO;

- CAVACO SILVA;

- O então chefe da esquadra da PSP de Benfica;

- O/a autor(a) deste relato (cujo nome ou “nick” é Elsa), e mais 3 pessoas que o/a Elsa não quer identificar...


Fim de transcrição

2013-09-14

Processo Casa Pia, Cabala ou Não Cabala, Eis a Questão.



Quando ando por aí gosto de me entreter a fotografar aquelas plantas a que ninguém liga importância... porque algumas são de extrema importância. É só para abstrair de cabalas...


Processo Casa Pia. Cabala ou Não Cabala, Eis a Questão.


Antes de mais o que realmente importa:

Neste texto vamos fazer referência a 2 acontecimentos importantes:

Carlos Pereira Cruz, mais conhecido como Carlos Cruz, a figura principal do Processo Casa Pia que se encontra actualmente a cumprir pena de prisão por crimes que NÃO cometeu, apresentou:

Documentos cuja leitura aconselhamos sobretudo àqueles que ainda têm dúvidas acerca das verdadeiras causas e origem do descalabro da nossa situação política, económica e social actual e acerca da monstruosidade que é o “Processo Casa Pia”.

O advogado de Carlos Cruz, Ricardo Sá Fernandes, autor de ambos os documentos (presumo relativamente à queixa apresentada ao TEDH), sempre negou a tese da cabala (que eu defendo porque outra explicação não existe para este estado de coisas).

Tanto quanto me tem sido dado perceber, o próprio Carlos Cruz rejeita essa tese; não sei se por convicção própria ou devido a influência do seu advogado.

Que Carlos Cruz se cinja à explicação das “invejas” ou outras banalidades semelhantes até é compreensível, mas que o seu advogado não veja o óbvio, apesar de o afirmar nas entrelinhas, para depois o negar na afirmativa, já pode ser grave na medida em que, para vencer uma guerra, convém conhecer o “inimigo” (e tudo sobre o “inimigo”).

Mas não posso afirmar que isso tenha sido decisivo para o facto de Carlos Cruz ter sido condenado e estar a cumprir pena, apesar de inocente. O que posso afirmar é o que sempre disse: não tenho a menor consideração por um advogado que não tire um inocente da cadeia, ou que deixe condenar um inocente. Acho que um advogado assim não merece o título.

Vejamos então, nas próprias palavras de Ricardo Sá Fernandes, como é que ele afirma e reconhece, nas entrelinhas, a cabala ou conspiração... para depois a negar na afirmativa.

Ricardo Sá Fernandes diz:


In ponto 40. Pág. 36

“Só a pobreza do debate intelectual em Portugal – em que um formalismo estéril afasta o aprofundamento das questões substanciais, favorecendo a condenação de inocentes e a absolvição de culpados – é que tem permitido a subsistência deste exotismo, que pode conduzir à barbaridade jurídica”(1)


In ponto 42. Pág. 37

“Só uma grande falta de vergonha e um desrespeito feroz pelos direitos do arguido e pelo apuramento da verdade é que têm permitido que este horror subsista, para tapar a mentira que não se quer deixar mostrar.”(2)



“O arguido não tem uma resposta que explique as motivações subjacentes a tão sinistro comportamento, resulte ele de sugestão, de inquinação, de enfabulação, de pura perversidade, ou de qualquer outra causa. Mas também não lhe cabe fazer essa indagação para o que não tem meios.”(3)


In Pág. 21

“Nunca se refugiou numa teoria da conspiração ou da cabala. Como seria simples encontrar um culpado, uma cadeia de comando, uma entidade malévola. Porém, este processo é tão somente o fruto de uma dinâmica espontânea que – tendo por pano de fundo o justo horror à pedofilia – cresceu de forma desorganizada até que – por uma lógica quase instintiva de estabilizar uma narrativa e de, através dela, dar segurança a um inconsciente colectivo que a brutalidade de uma pressão mediática crescentemente alimentava e instigava (...)”(4)

Notas:

(1)   À “pobreza do debate intelectual” eu chamo intoxicação da propaganda nazi (para permitir que) “um formalismo estéril afaste o aprofundamento das questões substanciais, favorecendo a condenação de inocentes e a absolvição de culpados”. Garanto que não há nada na lei que legitime tais coisas; e só por via de monstruosa conspiração (contra o Estado de Direito) é possível “condenar inocentes e absolver culpados”
(2)   “uma grande falta de vergonha e um desrespeito feroz pelos direitos do arguido e pelo apuramento da verdade é que têm permitido que este horror subsista, para tapar a mentira”.
- Falta de vergonha;
      - desrespeito feroz pelos direitos;
- têm permitido que este horror subsista, para tapar a mentira...
Nisto tudo estão envolvidos: elementos do poder político; da PJ; Juízes e MP; Desembargadores; Conselheiros, tudo sob a batuta da Comunicação Social, sem que se saiba bem quem nasceu primeiro: “se foi a galinha ou se foi o ovo”... e com a tolerância (quando não apoio activo) de todos os partidos políticos.
E aqui ficamos novamente “encurralados”: quer se trate de falta de vergonha, desrespeito pela legalidade e horror para encobrir a mentira, nesta situação concreta (que não é única; há muitos outros casos semelhantes) de todas as “entidades” referidas; quer se trate de “um mero circunstancialismo” que tenha permitido a ascensão de pessoas com essas características (falta de vergonha, etc.) a todos os cargos referidos, estamos em presença de conspiração, nua e crua... contra o Estado de Direito.
Ainda uma palavra acerca da “batuta da Comunicação Social”, que foi ao ponto de excluir e perseguir os jornalistas que não alinharam; que foi ao ponto de censurar e excluir dos comentários às notícias todos os que não alinhassem e de manter uma chusma de provocadores que comentavam dizendo as piores barbaridades e baboseiras, de forma orquestrada, para manipular a opinião pública e a leitura dos conceitos dominantes nela (opinião pública). Censuraram-me muitas vezes e não só a mim, por isso sei do que estou a falar. Conspiração? Nããão. Fique descansado Sr. advogado... mas, com conspiração ou sem ela, trate de tirar o seu cliente da cadeia se quer ser respeitado.
(3)  “O arguido não tem uma resposta que explique as motivações subjacentes a tão sinistro comportamento”... nem precisa; os próprios já vieram a público “explicar” com o que deixaram de ser “credíveis”... porque a cabala está lá, nas explicações.

(4) “Nunca se refugiou numa teoria da conspiração ou da cabala. Como seria simples encontrar um culpado, uma cadeia de comando, uma entidade malévola”. Mas a conspiração não é uma teoria e nem serve de refúgio. Que ideia absurda! Mas “prontos” o sr. advogado não gosta de coisas óbvias, simples e elementares... prefere não ter explicação ou as explicações (desculpas?) inverosímeis e incoerentes. Acresce que este pedaço de texto não é necessário na queixa e nem se lhe vislumbra qualquer utilidade, para além da de negar o óbvio colaborando, afinal, com os conspiradores.



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 APELO!
Participação Cívica e Direitos Fundamentais:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
--- Assine a petição AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
(Nota: Alguns dos sites "linkados" começaram por boicotar a petição impedindo as pessoas de assinar e, mais recentemente, suprimiram a página com as assinaturas. Apenas "Gopetition" se mantém acessível sempre)
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-- Denúncia de Agressão Policial
--- Com actualizações AQUI e AQUI
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-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
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